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Caso envolvendo facão em empresa de Gandu teria sido motivado por conflito de terreno

Na tarde desta quarta-feira (22), um homem foi visto com um facão tentando entrar em uma empresa em Gandu. Ele batia no portão do local, mas ninguém o atendeu. Segundo este homem, o que aconteceu foi motivado por ameaças de funcionários do local a seus pais, já idosos.

Segundo ele, funcionários da empresa que está ao lado de um terreno dos pais dele estavam invadindo o local e cortando árvores, com ordem de superiores. “Na terça (20), eles derrubaram árvores, que ficam no limite da divisa com o terreno dos meus pais, e após o corte a árvore tombou para o terreno da gente, causando dano na cerca”, diz o homem.

“Eles simplesmente passaram a invadir o terreno, sem qualquer comunicação aos proprietários, e passaram a cortar a madeira retirada ilegalmente, bem como colocar fogo. Pedimos para sair do terreno, e o funcionário fica ameaçando”, completou. Segundo ele, entre as árvores que estão no local existe um pé de jequitibá, que é madeira de lei, protegido pela legislação, não podendo ser cortada sem autorização de órgãos ambientais.

Foi dito que o homem estava em frente ao portão da empresa, ameaçando funcionários do local com o facão nesta quarta. que segundo seu relato, “o funcionário voltou a invadir a propriedade para desmembrar a árvore e colocar fogo, quando, então, meus pais pediram para ele sair, sendo mais uma vez ameaçados”.

“Diante da ameaça, já que minha mãe é aposentada, tem hipertensão e meu pai passou por sete cirurgias devido ao câncer, sendo, inclusive, aposentado por invalidez, eles ligaram pedindo ajuda. Foi quando eu cheguei na entrada do sítio e vi o funcionário que havia ameaçado eles e fui em direção a ele com o facão, pois não sabia o que ele estava portando”, completou.

O homem comentou que, devido a não saber o que os funcionários tinham, ele pegou o facão para poder se defender, instrumento esse utilizado por ele na roça. “Vi o rapaz que havia ameaçado meus pais e fui questionar sobre a conduta. Como não sabia o que ele estava portando, tinha que ir com algo para repelir uma possível agressão”, completou.

Ele já vem denunciando a empresa por conta de descartes dos resíduos da produção do local há algum tempo, tendo feito denúncias formais no Ministério Público.

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