Adotado pela Policia Militar da Bahia, o Renault Duster tem se tornado nos últimos anos, dominantes entre as viaturas das PMs em diversos estados do Brasil. A presença constante do veículo nas ruas é resultado de critérios técnicos e financeiros adotados nas compras públicas.
Embora não seja o modelo mais potente da categoria, a Duster atende a um ponto essencial nas licitações: o custo-benefício. Normalmente, vence a proposta que combina menor preço com requisitos básicos como espaço interno, resistência e desempenho adequado.
Segundo o canal no YouTube, Lael Freitas – Bastidores da Emergência, a manutenção é outro fator importante. Com peças amplamente disponíveis e mecânica simples, o veículo tende a permanecer menos tempo parado para reparos, garantindo maior disponibilidade para o policiamento.
A versatilidade também pesa na escolha. Por ter boa altura em relação ao solo e suspensão preparada para diferentes tipos de terreno, a Duster circula tanto em áreas urbanas quanto em regiões com infraestrutura precária. O consumo de combustível equilibrado, em comparação a SUVs maiores, também gera economia significativa.
Especialistas destacam que a maioria das viaturas não é utilizada para perseguições em alta velocidade, mas para policiamento ostensivo e atendimento de ocorrências. Nesse cenário, o modelo atende às necessidades operacionais.
Assim, mais do que potência ou aparência, a escolha da Duster reflete uma decisão estratégica baseada na realidade orçamentária e nas demandas do serviço público.






