A Bahia deve lançar em breve um plano voltado a fortalecer a produção de cravo-da-índia, item em que o estado é o único produtor do país. A iniciativa, debatida em um seminário realizado em Valença, vai reunir diferentes órgãos públicos e entidades do setor agrícola para melhorar todas as etapas da cadeia produtiva — do cultivo à comercialização — com atenção especial ao mercado internacional.
De acordo com a Secretaria de Agricultura (Seagri), o projeto busca garantir mais qualidade ao produto e, ao mesmo tempo, movimentar a economia do Baixo Sul, onde se concentra o plantio. A expectativa é que, com técnicas mais modernas, manejo adequado do solo e cooperação entre os produtores, o cravo baiano conquiste ainda mais espaço fora do Brasil.
Um ponto que exige atenção é o combate à “murcha do cravo”, doença que ameaça os craveiros e reduz a produtividade. Como resposta, o plano deve incluir o Selo de Indicação Geográfica (IG), que vai reconhecer oficialmente a origem e o padrão do cravo da região, além de oferecer assistência técnica especializada aos agricultores.
Hoje, a cadeia produtiva reúne cerca de 3,3 mil produtores e gera 15 mil empregos diretos e indiretos. Com produção anual de até 8 mil toneladas, a atividade movimenta aproximadamente R$ 250 milhões na economia regional. Valença lidera o cultivo, seguida por municípios como Taperoá, Camamu, Teolândia, Gandu e Igrapiúna, com exportações principalmente para Cingapura e Emirados Árabes.

