Dos dias 30 de outubro a 1º de novembro, Nilo Peçanha sediou a VI Semana de Arte e Cultura Zambiapunga, celebração que reforça a preservação das tradições afro-brasileiras e da identidade cultural local. Reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Bahia pelo IPAC, o Zambiapunga reúne fé, resistência e ancestralidade.
A programação incluiu apresentações artísticas, cortejos, oficinas, exposições e a Feira de Economia Solidária. A abertura contou com roda de capoeira e show de Magno Netto e convidados, além de atividades como o Zambiapunga Mirim, feijoada comunitária, rodas de música e o tradicional cortejo da madrugada do Dia de Finados, ponto alto da celebração.
De origem banta, com raízes no Congo e em Angola, o Zambiapunga mistura elementos sagrados e profanos. Durante o cortejo, grupos mascarados percorrem as ruas ao som de enxadas, caixas e búzios. As máscaras, moldadas em lama e papel e pintadas com cores vibrantes, simbolizam a dualidade entre vida e morte.
Registrado pelo IPAC desde 2018, o Zambiapunga é um patrimônio vivo do Baixo Sul. Para garantir sua continuidade, o projeto “Zambiapunga Mirim – Cantos, Encontros, Mistérios e Resistência de Taperoá”, financiado pela PNAB-BA, investe R$ 50 mil em oficinas de educação cultural para crianças e jovens.
O evento foi realizado pelo Grupo Folclórico Cultural Zambiapunga, em parceria com a Prefeitura de Nilo Peçanha e apoio do Governo da Bahia, IPAC e Cesol.




