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Vítimas dão detalhes em entrevista sobre assédio sexual em hamburgueria de Gandu

Duas mulheres denunciaram o dono de uma hamburgueria de Gandu por assédio sexual na última sexta-feira (9). Elas eram funcionárias do comércio e relataram ter sofrido abusos durante o trabalho. Além do assédio sexual, as duas e uma terceira funcionária entraram com uma ação na Justiça do Trabalho. O Informe 73 conseguiu uma entrevista exclusiva com as vítimas, ambas pediram anonimato.

Uma das envolvidas contou que começou a trabalhar em 31 de maio de 2024 e permaneceu por cinco meses. Ela conta que, no início, estava tudo bem, mas que as importunações começaram quando foram trabalhar no São João de Gandu. “Ele começou a passar a mão na minha bunda e se esfregando, tocava em mim e na outra menina”, descreveu. O episódio acontecia na cozinha, onde era possível transitar sem contato, mas ele provocava toques desnecessários nas funcionárias.

Questionada, a denunciante afirmou que era frequente ele fazer contatos invasivos: “Da última vez, ele tocou nas minhas partes íntimas e me puxou para o quarto, e se não fosse pela outra menina, o pior teria acontecido”.

Segundo as ex-funcionárias, na hamburgueria existe um quarto usado para descanso durante o intervalo. O local não tem câmeras de segurança, o que, segundo as vítimas, facilitava as investidas.
A colega que impediu a situação também é uma das mulheres que acusam o empresário de assédio. Ela relatou que não eram tratadas com dignidade, nem como pessoas, nem como profissionais, já que não recebiam um valor justo pelo seu trabalho. “Eu fui a primeira a sair. Eu não estava me dando muito bem com ele e com o povo dele”, contou.

Essa segunda envolvida descreveu ainda um dos momentos em que mais sentiu medo: “Uma vez, ele me colocou para entrar no quarto sozinha, aí entrou atrás de mim, segurou meu braço e me colocou entre ele e a parede. Ficou falando que queria apertar minha parte íntima na frente, porque queria ver se era realmente grande, carnuda, que era só apertar, que não tinha câmera no quarto e ninguém ia ver”.
As duas comentaram sobre o fato de o homem ser alguém muito conhecido em Gandu, o que aumentava o receio. “Por ele ser muito popular na cidade, quase ninguém acreditava. Ele confiava nisso, que poderia se safar das acusações”.

Uma das jovens afirmou que, desde o ocorrido, sua vida piorou muito. “Não durmo direito, me dá ansiedade, nervoso, não consigo ter relações como era costume”, relatou. Ela chegou a conseguir um novo emprego em outra hamburgueria, mas acabou saindo porque, de acordo com ela, quem a contratou era próximo do antigo patrão e fazia cobranças que não podia cumprir.
As envolvidas no caso contaram que a demissão aconteceu depois que o proprietário escutou conversas sobre os abusos. A terceira mulher, que servirá como testemunha, também entrou com ação trabalhista contra o estabelecimento.

Segundo os relatos, na época dos ocorridos, o acusado começou a dar um “agrado” em dinheiro aos funcionários. Porém, quando ia entregar para as duas, colocava o valor nos bolsos delas ou entre os seios. “Os funcionários mais antigos falaram que no ano passado foi a primeira vez que ele começou com isso. Depois a gente percebeu que era por nossa causa. Ele fazia isso com a gente, com os outros não era assim. Teve até uma menina que nem está mais em Gandu e ele ofereceu dinheiro para ficar com ela”, afirmou uma das mulheres.

Um boletim de ocorrência relacionado ao caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil. Além disso, há a ação trabalhista, já que as duas não tinham carteira assinada. Uma recebia R$ 900,00 e a outra R$ 800,00, trabalhando seis dias por semana, das 18h até o último cliente. Atuavam na limpeza, atendimento e cozinha. Se faltassem, mesmo por doença, o dia era descontado. Por isso, estão cobrando a diferença em relação ao salário mínimo e outros direitos trabalhistas.

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